O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu a interlocutores acreditar que não vai dar em nada a ação do partido ao Tribunal Superior Eleitoral que aponta problemas em urnas eletrônicas e pede a anulação do segundo turno da eleição. Isso horas depois da entrevista coletiva de ontem, na qual levantou dúvidas sobre a eleição como um bolsonarista raiz.

O dono do PL, partido de Jair Bolsonaro, sabe que ontem deu discurso aos apoiadores mais radicais do presidente. Mas afirmou que precisava agir para “aliviar” a pressão dos bolsonaristas sobre ele. Feito e dado em nada, como diz esperar não poderão acusá-lo de não agir em favor do correligionário, disse.

Logo após o recebimento da ação, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, determinou que o PL inclua na inicial os questionamentos sobre o resultado do primeiro turno, quando o partido obteve a maior bancada na Câmara, com 99 deputados.

Não é do interesse do partido, portanto, não contabilizar votos das urnas eletrônicas apuradas no primeiro turno. Ele sabe que a ação poria em risco a eleição de seus parlamentares e do coeficiente eleitoral da legenda – que garantem ao PL o maior fundo partidário até 2026.