Um grupo formado por três ex-comandantes de Força e dois altos oficiais da reserva sugeriu a Lula que desista de indicar um grupo de trabalho para a Defesa e anuncie diretamente o ministro e os futuros comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica, para que eles cuidem da transição.

Os cinco militares atuam de forma mais ostensiva no aconselhamento de Lula há cerca de 15 dias e estiveram nesta segunda-feira, 28, numa reunião para discutir o tema no CCBB, sede do governo de transição.

São eles o general Marco Edson Gonçalves Dias, que atuou na segurança de Lula nesta campanha, e o general Enzo Peri, que comandou o Exército entre 2007 e 2015; os tenentes-brigadeiros do ar Juniti Saito e Nivaldo Rossato, que comandaram a Aeronáutica nas gestões de Lula e de Dilma; e o ex-ajudante de ordens de Lula, o major-brigadeiro do ar Rui Chagas Mesquita.

No encontro no CCBB, eles se reuniram com o ex-ministro do Tribunal de Contas da União, José Múcio, cotado para o comando da pasta. Segundo uma fonte inteirada das conversas afirmou ao Bastidor, os militares aprovaram a possibilidade de Múcio comandar a pasta.

A Defesa é a única área da equipe de transição que não tem um grupo formado oficialmente. Por falta de emissários e obstáculos impostos por Bolsonaro, a área militar tem sido a mais difícil para Lula e sua turma neste período de preparação do futuro governo.