Passadas as eleições, o setor do agronegócio começa a expor preocupações. Só que as dúvidas ainda não dizem respeito ao futuro governo, mas às ações do atual. Produtores rurais temem que possa haver dificuldades para que a gestão de Jair Bolsonaro libere os recursos do Plano Safra.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) está mantendo contato com o governo para apresentar essa inquietação. Entre os pontos que preocupam está o corte de verbas de financiamento do BNDES para a compra de maquinário, como tratores e colheitadeiras, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Segundo a entidade, essa linha de crédito ajuda o setor que mais precisa, pois libera verbas com juros de 6% ao ano, bem abaixo da média do mercado financeiro.
Apesar de o Brasil possuir grandes latifúndios e empresas do setor do agro, a maior parte da produção agrícola que alimenta o país vem da agricultura familiar. Segundo o IBGE, as pequenas propriedades representam 77% dos empreendimentos do agronegócio no país. É um grupo que emprega cerca de 10 milhões de pessoas.

