Lula já se convenceu de que não terá uma base para além dos partidos de esquerda, com quem coligou para vencer a eleição. A interlocutores, ele admitiu que a cada importante votação terá de negociar com as bancadas, mesmo com aquelas que tenham representantes no ministério.

O PSD, por exemplo, que pede duas pastas, é dividido. Tanto no Senado como na Câmara há uma divisão entre aqueles que vão caminhar com Lula e os que tem sua base fincada no bolsonarismo – e que dificilmente mudarão de posição por conta de ministérios.

O MDB, que provavelmente terá Simone Tebet no Ministério do Desenvolvimento Social, também está dividido. Na lista também entra o União Brasil, que busca uma vaga no primeiro escalão do futuro governo e tem Sergio Moro em suas fileiras.