A escolha de Mauro Vieira para o Ministério das Relações Exteriores significou uma derrota para o ex-chanceler Celso Amorim, que trabalhou fortemente para que a embaixadora Maria Laura da Rocha ocupasse a posição.

Rocha foi chefe de gabinete de Amorim entre 2008 e 2010. E a escolha dela, acreditava o ex-chanceler, significaria sua ascendência sobre o Itamaraty mesmo que fique de fora do governo — ele é cotado para assumir a chefia de assuntos internacionais da Presidência da República.

Lula, porém, preferiu Vieira.

Mauro Vieira foi chanceler de Dilma Rousseff, mas não foi por isso que foi escolhido. O futuro chanceler se aproximou de políticos de centro desde então, principalmente de Davi Alcolumbre, ex-presidente do Senado.

Lula, então, preferiu fazer um gesto à política e a uma ala petista, que gostou de seu trabalho nas Relações Exteriores.