Rosa Weber gostaria de encerrar o julgamento do orçamento secreto ainda este ano. Apesar de ter tomado toda a seção de quarta-feira (14) com seu voto, ela é a relatora e tem a missão de apresentar o muitos argumentos para convencer seus colegas a acompanhá-la.

Hoje, a presidente do Supremo Tribunal Federal pediu que os outros ministros restrinjam o tempo de intervalo da sessão aos 30 minutos combinados – e nunca cumpridos. Foi atendida. O pedido aproveitou que André Mendonça e Kassio Nunes Marques leram resumos de seus votos.

Fora a sessão desta quinta-feira (15), ela tem apenas mais uma data até o fim do ano do Judiciário. Ela poderia usar a sessão do dia 19 para encerrar a votação caso a discussão já estivesse próxima do fim. Mas não há nenhuma decisão sobre isso até agora.

Mendonça e Nunes Marques votaram pela transparência do orçamento secreto, com detalhes de quem pediu, quem liberou e de onde veio o dinheiro. Mas a regra sugerida pela dupla valeria apenas daqui para frente. Os pagamentos de 2020 e 2021 continuariam secretos.

Ontem, Rosa Weber proferiu duro voto contra o orçamento secreto. Comparou os pagamentos pedidos feitos secretamente por parlamentares aos escândalos PC Farias e Anões do Orçamento, no início dos anos 1990. Faltam votar Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Luiz Edson Fachin, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski.