A relação de Eduardo Cunha com o PT é a pior possível. O político, quando presidiu a Câmara, abriu o impeachment contra Dilma Rousseff e o resto da história é conhecido por todo o Brasil. A ex-presidente caiu, assim como seu algoz, que parou no xilindró.
Mas o tempo apaga tudo, e Cunha passou a ver Lula como exemplo, pelo menos na Justiça. Tanto é que o ex-presidente da Câmara foi ao Supremo Tribunal Federal pedir a extensão dos efeitos da decisão que anulou o caso do petista aos processos que responde.
Seus advogados disseram a Ricardo Lewandowski que o caso de Cunha é idêntico ao de Lula porque as acusações também são calcadas exclusivamente nas delações de executivos da Odebrecht, na leniência da empreiteira e nos relatórios dos sistemas eletrônicos criados pela companhia para administrar o volume gigante de propinas que pagaram a políticos.
O mais recente beneficiado pelo precedente Lula foi o vice do petista, Geraldo Alckmin, como mostrou o Bastidor.

