Há acordo para que o Senado vote, e aprove, ainda esta semana o texto da PEC da Transição que sairá da Câmara com modificações. Participaram do acerto Fernando Haddad, futuro ministro da Fazenda, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco e do presidente da Câmara, Arthur Lira.
O texto da PEC sofreu alterações para ser votado na Câmara. A principal é a redução de dois para um ano da autorização para o governo extrapolar o teto de gastos.
Também estará no texto, como informou o Bastidor, a sugestão de Pacheco, que dividiria os 19 bilhões de reais em dois: uma parte para as emendas individuais, cujo pagamento é obrigatório pelo governo federal; e a outra discricionária, dando margem para que os presidentes do Senado e da Câmara possam manejar e negociar conforme seus interesses.
O PT tem interesse em aprovar a PEC, mesmo com a decisão do ministro Gilmar Mendes de tirar o Bolsa Família do teto de gastos. O futuro governo espera ter dinheiro para o programa Minha Casa Minha Vida.

