A cerimônia da posse terá início no começo da tarde deste domingo (1º). Segundo a Câmara dos Deputados, as primeiras autoridades devem chegar por volta das 13h45. Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin, chegarão por volta das 14h20 à Catedral de Brasília, onde farão desfile em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios, até o Congresso Nacional.

Apesar da proximidade entre os prédios, a previsão é de que o desfile dure cerca de 10 minutos. Ao chegarem ao Congresso, os eleitos serão recebidos pelos presidentes do Senado e da Câmara.

A sessão solene no Congresso terá início às 15h e será presidida por Rodrigo Pacheco. Em seguida, Lula e Alckmin assinarão os respectivos termos de posse. O novo presidente fará um pronunciamento à nação e seguirá para a área externa do Congresso, onde será recepcionado por uma cerimônia de honras militares.

A pedido da equipe de transição, a salva de tiros de canhão realizada pelos militares será excluída da cerimônia de posse. De lá, Lula e Alckmin seguirão de carro novamente para o Palácio do Planalto, onde haverá novo pronunciamento de Lula, após receber a faixa presidencial.

Jair Bolsonaro não estará presente para realizar o rito de passagem da faixa. Ainda não foi divulgado quem realizará o ato simbólico. Apesar da falta do presidente atual, isso não altera o aspecto legal da posse já que, segundo a lei, Bolsonaro deixa de ser presidente de fato a partir da meia-noite do dia 1º de janeiro.

Depois do segundo discurso de Lula, a caravana política seguirá ao Palácio do Itamaraty, onde será realizada uma recepção aos chefes de estado e de governo que participarão da cerimônia. Até o momento, confirmaram presença os presidentes da Alemanha, Angola, Argentina, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, o rei da Espanha, presidente da Guiana, Guiné-Bissau, Paraguai, Portugal, Suriname, Timor Leste, Uruguai e Zimbábue.

Apesar de parecer um quórum baixo de autoridades, a posse de Lula deve ter o maior número de representantes estrangeiros já registrada desde a redemocratização. Isso acontece porque a data da posse acaba dificultando a viagem de líderes estrangeiros, que preferem passar a virada de ano nos próprios países.

No lado de fora, na Esplanada dos Ministérios, ocorrerá o Festival do Futuro, uma festa com apresentações musicais, dividida em dois palcos. O evento, que ganhou o apelido de Lulapalooza, terá shows de artistas como Gaby Amarantos, Pabblo Vittar, Martinho da Vila, Maria Rita, Jards Macalé e da futura ministra da Cultura, Margareth Menezes.