João Amoêdo se desfiliou do Novo no fim do mês passado, um mês depois de ter sido suspenso porque escolheu Lula a Jair Bolsonaro. A desfiliação foi uma saída honrosa para evitar a sede de sangue do alto escalão do partido. Segundo apurou o Bastidor com fontes da legenda, a ideia era expulsar Amoêdo.

Os motivos da vingança foram muitos, como interferências excessivas de Amoêdo na gestão do Novo, mesmo após deixar a presidência, e rescaldos das eleições de 2018, quando a luta por financiamento na sigla foi feroz.

Se Amoêdo tivesse sido expulso, engordaria a fila de desfiliações estranhas. Ricardo Salles (hoje no PL), por exemplo, foi expulso por ter aceitado ser ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro. A decisão do partido foi baseada numa regra criada tempos depois de o advogado ter topado a tarefa. A norma proibia justamente o ingresso de filiados em gestões de outros partidos sem aval da diretoria.