O PT não quer saber de lista tríplice para escolher seu procurador-geral da República no segundo semestre de 2023. Está traumatizado com experiências passadas. Rodrigo Janot, PGR de 2013 a 2017, se encaixa perfeitamente no exemplo. Mais votado nas relações de 2013 e de 2015, não poupou bambu nem flecha contra Dilma Rousseff, petistas e Michel Temer.

Lula é um dos entusiastas dessa precaução, segundo apurou o Bastidor. Integrantes da Procuradoria Geral da República também já sabem da resistência e tentam revertê-la – mas dificilmente terão sucesso.

O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, deu a pista nesta quinta-feira (28). Disse em entrevista que o interesse público deve pautar essas escolhas e citou a atuação leniente de Augusto Aras com Jair Bolsonaro como uma das justificativa para não seguir a lista tríplice. Esqueceu que Aras veio de fora da lista tríplice e é contra o método.