Gleisi Hoffmann, presidente do PT, disse que os ministérios do terceiro governo Lula não foram entregues de porteira fechada aos aliados. Não foi bem assim na conversa inicial. Um exemplo se deu com o PSB, que recebeu como promessa o comando do Ministério das Cidades.
Márcio França seria o ministro, e as secretarias repartidas entre os grupos do PSB. A de Saneamento, por exemplo, fora prometida aos pernambucanos da sigla; mais precisamente uma indicação de João Campos, prefeito de Recife.
França foi cotado para ser ministro por gratidão. Ajudou a aproximar Lula e Alckmin; depois, desistiu de disputar o governo de São Paulo em favor de Haddad e terminou derrotado para o Senado.
O fim da história já é conhecido. Como o PT não quis abrir muito espaço para o PSB, retirou o ministério das Cidades e liberou apenas o pequeno Ministério de Portos e Aeroportos. Não é uma pasta ruim para França, com interesses no Porto de Santos.
Só que a história é diferente no PSB. Perder o Ministério das Cidades para o MDB – que tem mais força no Congresso – significou ficar sem orçamento e sem seu carimbo em políticas públicas no Nordeste.

