O presidente Lula decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal neste domingo, em virtude a invasão e destruição de parte das sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário. Tudo aconteceu sob a condescendência da Polícia Militar local.

A decisão de Lula foi tomada a pedido de Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal. Mais cedo, ele havia exonerado o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.

A intervenção do governo federal no DF é prevista na Constituição. Ela garante que, diante de algum situação excepcional, a União possa ajudar a garantir o cumprimento da lei e da ordem.

O interventor federal será Ricardo Capelli, secretário executivo do Ministério da Justiça. O decreto de Lula vale até o dia 31 de janeiro e podendo ser ampliado. O governo federal poderá convocar a Força Nacional para dispersar golpistas defensores de Jair Bolsonaro.

No limite, será possível encerrar de vez o acampamento golpista em frente ao quartel general do Exército, em Brasília. Mesmo que para isso seja necessário tirá-los à força.

A Força Nacional é coordenada pelo governo federal, mas conta com policiais de vários estados. Em nota, o Fórum dos Governadores afirmou que disponibilizará todo o efetivo necessário para debelar o movimento golpista.