Em questão de horas, Anderson Torres perdeu o emprego de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ganhou um pedido de prisão. A Advocacia Geral da União pediu ao Supremo do Tribunal Federal a prisão de Torres devido à tolerância da polícia sob suas ordens com os terroristas que barbarizaram as sedes dos três Poderes em Brasília. Torres era ministro da Justiça de Jair Bolsonaro até o dia 31 de dezembro.
Assinado por Jorge Messias, advogado-geral da União, o pedido afirma que a segurança do Distrito Federal, a cargo de Torres, não tentou parar os manifestantes. “Causam embaraço e perturbação da ordem pública e do livre exercício dos Poderes da República, com a manifesta passividade e indício de colaboração ILEGAL de agentes públicos”, diz o texto.
O documento pede também a prisão de outros agentes públicos envolvidos no caso – no caso, policiais – e de todos os manifestantes envolvidos – o que é praticamente impossível.
Como mostrou o Bastidor, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, já tinha avisado ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que a escolha de Torres para o cargo de secretário de Segurança seria ruim.

