Subprocuradores da República reclamam que o procurador-geral da República, Augusto Aras, tem usado expedientes burocráticos para nada fazer em relação aos atos terroristas cometidos por bolsonaristas no domingo, em Brasília.
Aras tem atuado apenas nos flancos que podem motivar críticas ao seu trabalho. Um destes procedimentos foi mandar representantes da PGR para atuar nas audiências de custódia que estão acontecendo sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal e envolvem os vândalos bolsonaristas. Como isso ocorre em Brasília, passa a impressão de que Aras está atuando.
Mas as avaliações das condições dos golpistas na 1ª instância da Justiça Federal têm sido realizadas sem representantes do Ministério Público Federal. Subprocuradores pediram a Aras que enviasse representantes aos estados, mas ele não aceitou.
A falta de um procurador é uma brecha que pode ajudar os advogados dos terroristas a anular as prisões, pois a lei considera irregular a exclusão ou ausência do Ministério Público em diversas ações, principalmente as criminais e de atentados contra a democracia.
Na outra ponta, conta um procurador, integrantes da PGR pediram a Aras a criação de um grupo para centralizar, racionalizar e organizar o trabalho contra os golpistas pelo Brasil. Aras nada fez até agora.
O uso da burocracia como manobra é um recurso muito usado por Aras em casos que envolvem Jair Bolsonaro e bolsonaristas. O procurador-geral usou do expediente especialmente para atrasar investigações pedidas pela CPI da Covid, do Senado.

