Terroristas detidos pela Polícia Federal nas últimas 48 horas têm divulgado mensagens, áudios e vídeos reclamando de estarem sendo submetidos a abusos no ginásio da corporação, em Brasília. Segundo eles, faltaria água, comida e tratamento médico. Nada disso é verdade.

Os presos reclamam que o presidente Lula, com o apoio do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, instalou uma “ditadura” no Brasil. Mas, até domingo, boa parte dessas mesmas pessoas defendia justamente a instauração de uma ditadura no país.

Nos últimos anos, foi comum observar cartazes e palavras de ordem, pedindo que o Exército e o governo de Jair Bolsonaro reeditassem o Ato Institucional nº 5, o pior instrumento usado pelo regime militar para restringir liberdades e propagar a violência de Estado.

Os relatos dos detidos são mentirosos, segundo a Polícia Federal. A corporação garantiu que todos têm recebido alimentação e orientação, além de terem banheiros e atendimento médico.

Os terroristas têm até o privilégio de acesso a seus telefones celulares, com os quais fizeram vídeos sobre os abusos inventados. Sob condições normais, pessoas detidas não podem manter seus telefones.

O Bastidor mostrou como a máquina de mentiras desses grupos ajuda na manutenção dos discursos golpistas e na incitação para atos violentos, como os ocorridos em Brasília.