A Polícia Federal prendeu na noite de terça-feira (10) a ativista de extrema-direita Ana Priscila Azevedo. Ela é apontada como uma das articuladoras dos atos violentos que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, no último domingo.
O Bastidor mostrou com exclusividade como Ana Priscila ajudou a fomentar as invasões aos prédios públicos. Em grupos mantidos por ela no Telegram, a ativista postou vídeos comemorando a invasão e posando ao lado de locais destruídos por manifestantes golpistas.
Autointitulada intervencionista, ela é a favor da instauração de uma ditadura militar no Brasil. Por vezes, declarou que um novo regime poderia ser implementado sem que houvesse a participação de Jair Bolsonaro. O discurso de Ana Priscila varia conforme as necessidades de se manter relevante para os seguidores.
No domingo, foi ela uma das principais articuladoras para que o grupo acampado em frente ao quartel-general do Exército descesse o Eixo Monumental em direção à Praça dos Três Poderes.
Depois da repercussão da barbárie e com o início das prisões, tentou vender a história de que não teve nada a ver com a invasão, dizendo que apenas acompanhou os atos, mas sem realizar nenhuma depredação.
Aos seguidores, Ana Priscila mentia ao fazer interpretações criativas de decretos do Diário Oficial da União para convencer que Bolsonaro gestava um golpe militar. Seus seguidores, em geral, acreditavam. Quem apresentava qualquer questionamento logo era chamado de “petista” ou “infiltrado” e terminava expulso.
A prisão de Ana Priscila se soma às mais de 1,5 mil detenções realizadas pela Polícia Federal depois dos ataques. Até a noite de terça, cerca de metade dessas pessoas ainda passava por triagem, no ginásio da PF, também em Brasília.
Os presos estão sendo reencaminhados à Polícia Civil, que está responsável por levá-los ao Instituto Médico-Legal para exames de corpo de delito e repassá-los ao sistema prisional do Distrito Federal.

