O Telegram já começou a excluir grupos ligados a pessoas que incentivaram ou participaram dos atos de vandalismo no domingo (8), em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio dessas comunidades.
Um dos grupos é “A Queda da Babilônia”, mantido por Ana Priscila Azevedo, ativista de extrema-direita que participou ativamente da convocação dos atos violentos de domingo. Após a prisão dela ontem, a comunidade passou a perder seguidores: caiu de 33 mil estavam inscritos no domingo para 28 mil hoje.
A queda de Ana Priscila coincide com o rescaldo da violência provocada por manifestantes na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Passada a empolgação com ações de vandalismo, começou a circular nos grupos a versão de que havia pessoas infiltradas na manifestação.
Ana Priscila disse que quando entrou nos prédios públicos, outras pessoas já haviam destruído os móveis e obras de arte. Porém, isso não a impediu de fazer fotos e vídeos comemorando as cenas de barbárie.
O Bastidor mostrou que ela foi uma das principais incentivadoras para que manifestantes que estavam acampados em frente ao quartel do Exército, em Brasília, marchassem em direção à Esplanada dos Ministérios. Sem policiamento adequado, parte do grupo começou a invasão, que depois se tornou em vandalismo generalizado.

