Interlocutores do PT trataram de avisar o presidente da Câmara, Arthur Lira, de que a legenda nada tem a ver com as movimentações nas bancadas do MDB e do União Brasil para lançar uma candidatura de oposição a seu nome. Muito pelo contrário, disseram.

Integrantes do MDB e do União Brasil tentam articular um nome que possa fazer frente ao presidente da Câmara. Um dos que trabalha nessa frente é deputado Luciano Bivar, presidente do do União Brasil.

O grupo já enviou interlocutores para conversar com PSOL e PSD, com o argumento de que o governo não pode ficar refém de Lira. Outro argumento citado é que Lira dará a Comissão de Constituição e Justiça ou a relatoria do orçamento de 2024 ao PL, partido de Jair Bolsonaro e que tem a maior bancada na Câmara. São dois postos de enorme poder.

Por enquanto, Arthur Lira só acompanha a movimentação e não vê ameaça, mas o PT teme ser associado ao movimento. Lira já usou pretextos assim para dificultar a vida do PT na tramitação da PEC da Transição.

Ninguém esquece também de 2015, quando a legenda lançou um candidatura à Presidência da Câmara contra o favorito Eduardo Cunha. Atribui-se ao movimento o início da derrocada da então presidente Dilma Rousseff ao impeachment. Os correligionários de Lula, por enquanto e de público, dizem preferir não correr qualquer risco.