O senador Rogério Marinho se apresenta de diferentes maneiras a diferentes públicos a quem pede voto. Aos liberais, diz que sua plataforma é a defesa do legado econômico de Michel Temer e de Jair Bolsonaro. Leiam-se as reformas trabalhista e previdenciária.
Aos bolsonaristas promete preservar “os valores” e tocar todas as investigações pedidas contra os ministros do Supremo Tribunal Federal —nenhuma delas até agora levada adiante por Rodrigo Pacheco.
Com isso, Marinho tenta bloquear outra candidatura bolsonarista, a do senador Eduardo Girão, visto por aliados de Jair Bolsonaro como alguém mais capaz de levar adiante a vedeta contra o ministro Alexandre de Moraes.
Há um terceiro discurso de Marinho, aos senadores que não são bolsonaristas nem liberais: o de que somente ele poderá dar independência ao Senado, já que o PSD de Rodrigo Pacheco está no governo Lula.

