A Fiesp (Federação de Indústrias do Estado de São Paulo) tem hoje dois presidentes.

Na noite de sexta-feira (20), Josué Gomes da Silva divulgou nota oficial para avisar que continua no cargo. Parecia óbvio, mas foi necessário porque, numa assembleia três dias antes, o grupo de oposição a Josué elegeu como presidente Elias Miguel Haddad, atual vice-presidente. A reunião tem um problema legal: não foi registrada em ata.

Na nota, Josué acusou o grupo que prefere ser presidido por Haddad de buscar “escuso propósito” para destituir um “presidente regularmente eleito” de forma “irresponsável”. Também chamou a assembleia de “clandestina”.

Após o que teria sido a posse de Haddad, e-mails foram disparados aos funcionários da entidade informando sobre a troca na presidência. Ainda no dia 20, o conselho jurídico da Fiesp divulgou manifesto reafirmando o apoio a Josué.

Portanto, nesta segunda-feira, 23, dois empresários são tratados como presidentes da Fiesp.

Eleito no ano passado, Josué sofre forte oposição de um grupo identificado com o bolsonarismo, liderado por Paulo Skaf, que ficou 18 anos na presidência da entidade, período em que foi três vezes candidato a cargos públicos sem se eleger.

Josué é filho de José Alencar, ex-vice-presidente de Lula e, portanto, próximo do presidente. Ficou marcado por ter liderado um manifesto pró-democracia no ano passado, visto pelo grupo de Skaf como partidário do PT.

Leia as notas divulgadas por José Gomes e pelo conselho jurídico da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp):