Mesmo com a rejeição de Lula para a instalação de uma CPI que apure os ataques golpistas de 8 de janeiro, uma parte da base do governo no Senado a quer.

A ideia vai voltar com o início da nova legislatura, na semana que vem. Publicamente, o líder do governo, Randolfe Rodrigues, fala em criar nãouma CPI, mas uma comissão para acompanhar as investigaçõs da Polícia Federal. Nos bastidores, ainda trabalha para convencer Lula. O senador Renan Calheiros, outro inconteste aliado, quer recolher novamente assinaturas para uma CPI.

Lula rejeita a comissão por temer que os holofotes das ações do governo e seus projetos sejam deixados em segundo plano ou até atrasados. Acredita também que, com o Senado dominado pela oposição, a CPI seja usada para fritar Flávio Dino.

Parte dos senadores da base discorda. Acha que a apuração pode ser benéfica para o governo. Citam o exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos nas investigações do 6 de janeiro de 2021 por uma comissão do Congresso. Acreditam que seria uma boa oportunidade para dar nomes aos financiadores dos ataques e apontar a responsabilidade política de Jair Bolsonaro.

Na volta de Lula do exterior, aliados irão até o presidente para tentar convencê-lo.