A investigação da Advocacia-Geral da União sobre o 8 de janeiro está esbarrando em obstáculos, como a possibilidade de uso de laranjas para contratação de ônibus e serviços na a viagem de golpistas para a barbárie em Brasília.

Um exemplo apurado pela AGU relatado ao Bastidor em condição de anonimato: no papel, a dona de uma birosca no Rio Grande do Sul, sem qualquer sinal aparente de riqueza e com restrições de crédito e dívidas, pagou à vista 40 mil reais por um dos ônibus que levou golpistas a Brasília. A própria mulher, porém, não saiu do Rio Grande do Sul.

A desconfiança é que seu nome tenha sido usado como laranja. Não é o único caso de situações estranhas. Daí, a suspeita de que verdadeiros financiadores dos atos golpistas tenham usado o nome de terceiros para permanecerem ocultos.

A AGU tem rastreado os bens dos envolvidos nos ataques do dia 8 de janeiro para eventual responsabilização.