Jean Paul Prates está a uma Assembleia Geral de ser oficialmente presidente da Petrobras. O passado empresarial e político do senador foi esquecido pelo conselho de administração da empresa, que aprovou nesta quinta-feira o nome do petista por unanimidade. Até 13 de abril, o mandato será interino. Espera-se que a reunião dos acionistas aconteça até lá.
Votaram em Prates até conselheiros indicados pelo governo Jair Bolsonaro, apesar das barreiras impostas pela Lei das Estatais e pelo conflito de interesse. O Bastidor já mostrou que Prates tem participação em diversas empresas do ramo de petróleo e gás.
Regras de compliance costumam barrar nomeações em situações como a de Prates, mas esse setor da estatal não viu impedimento no caso. A Lei das Estatais também impede nomeações nessas circunstâncias, pois impõe longa quarentena a quem exerce atividades político-partidárias.
Prates não vê problema na sua situação diz ser “intenção do legislador”. Agora é esperar a reação do mercado diante da escolha do governo Lula.
Hoje, pouco mais de uma hora após o anúncio da aprovação do nome do novo presidente, as ações da estatal apresentavam o menor valor do dia (R$ 25,86). Começaram o dia valendo R$ 27,09 e fecharam o pregão em R$ 26,20.


