O Bastidormostrou que motivos não faltavam para recusar o nome de Jean Paul Prates para presidente da Petrobras. Mas o óbvio não foi suficiente.

Um integrante do alto escalão da estatal disse que não havia como recusar a indicação do agora presidente interino – até que a aprovação em assembleia geral, prevista para abril deste ano.

Segundo essa fonte, Prates “fez a lição de casa”, porque a “documentação veio boa” e por ter feito “boa sabatina”, mostrando “muito conhecimento” sobre a área de óleo e gás.

Esse interlocutor da Petrobras destacou ainda que o senador eleito pelo Rio Grande do Norte também fez o trabalho político necessário:”Convenceu os minoritários, e os conselheiros do acionista [majoritário, a União]”.

Outra justifica para a aprovação de Prates é fazer uma transição “que não interfira no valor de mercado” da Petrobras. “Temos dever de fiducia. O acionista envia seus nomes de confiança e, se passarem na governança, aprovamos ou renunciamos”.