Aliados do Rodrigo Pacheco captaram o risco de haver segundo turno entre ele e Rogério Marinho, do PL, na disputa pelo comando do Senado. E a culpa é de Eduardo Girão.
Ao tirar votos de Pacheco e de Marinho, Girão mina as chances de qualquer um do dois conseguir 41 votos, o número mínimo necessário para vencer no primeiro turno. A eleição será na quarta-feira, dia 1º.
Pacheco vai trabalhar para garantir o voto de quem votará em Girão no primeiro turno. São dois os perfis de votos no senador: aquele que quer o Senado independente; e o que quer alguém com disposição para atacar Alexandre de Moraes.
O presidente do Senado tentará sensibilizar o primeiro perfil de que somente a sua presidência será capaz de dar equilíbrio à atuação de um Senado nem governista, nem de oposição.
É este o discurso de Girão, que se diz independente tanto em relação a Lula, que prefere Pacheco, como a Jair Bolsonaro, que indicou o voto em Marinho.

