Jean Paul Prates ainda precisa esperar até março para ser confirmado pela assembleia geral da Petrobras como presidente da companhia. Mas já trabalha junto ao Planalto e dentro da empresa para compor uma diretoria alinhada a ele. Prates disse à cúpula da Petrobras que indicará alguém de extrema confiança ao estratégico cargo de diretor financeiro da petroleira. O nome a ser indicado, segundo ele afirmou aos colegas: Sérgio Caetano Leite, um dos subsecretários do Consórcio do Nordeste durante a crise da fraude dos respiradores.
Leite, se confirmado como diretor financeiro da estatal, era sócio de Prates em algumas das muitas empresas em que o presidente da Petrobras tinha participação até outro dia: Praxis Brasil Consultoria de Investimentos Ltda, Singleton Participações Imobiliárias Ltda e a Atma – Sociedade Gestora de Participações Sociais Ltda.
A participação de Prates na Praxis é indireta, via a Atma; nas outras, o petista aparece como sócio. Leite consta como sócio-administrador da Praxis e sócio das outras. Como mostrou o Bastidor, o presidente da Petrobras tem holdings que lhe garantem participação em diversas empresas sem envolvimento direto. Após a reportagem, Prates se afastou formalmente das empresas.
Leite não é funcionário de carreira da Petrobras. Também nunca se destacou em qualquer cargo de gestão. Fez carreira como consultor na área de energia, em parceria com Prates, e em corretoras de valores. É próximo do PT.
Prates foi procurado para comentar as informações, mas não respondeu até a publicação. A reportagem não conseguiu contatar Leite.

