O Conselho Nacional do Ministério Público resolveu promover um Natal mais alegre a membros do alto escalão da entidade presidida pelo procurador-geral, Augusto Aras. Em dezembro, conselheiros e auxiliares abocanharam mais de R$ 2,1 milhões em pagamentos além do salário. 

Os dados constam na página de transparência do CNMP, na área que divulga os pagamentos feitos a servidores por erros de cálculo, normalmente vinculados a vantagens ou ressarcimentos que não foram devidamente pagos aos funcionários, como diárias.

Segundo a planilha disponibilizada pelo CNMP, os repasses fora das folhas de pagamento variaram de R$ 27.622,48 a R$ 203.500 por pessoa. Como comparação, de outubro de 2016 até novembro do ano passado, a maior soma de pagamentos em folhas suplementares no CNMP havia alcançado R$ 55.136,47.

Em todos os meses que o CNMP divulgou as planilhas com os gastos extras, os documentos continham uma descrição aproximada sobre o que motivou os repasses aos servidores. Em dezembro de 2022, no entanto, isso não aconteceu. Não há qualquer indicação que explique porque todos esses valores foram pagos, nem mesmo os motivos.

O Bastidor procurou o CNMP, mas a entidade não se pronunciou até a publicação.

Veja abaixo a lista dos beneficiados:

O que é o CNMP

O Conselho Nacional do Ministério Público foi criado em 2005 para fiscalizar os atos de promotores e procuradores de Justiça. Cabe ao grupo liderado pelo Procurador-Geral da República analisar as condutas profissionais e administrativas de membros o Ministério Público da União e dos estados. O CNMP pode aplicar punições, que vão desde a censura pública até a exoneração.