Em sua fala na abertura do ano do Judiciário, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, não poupou os golpistas de 8 de janeiro, a quem chamou de “vândalos covardes que se escoram na ignorância”. Prometeu punição severa. Não poderia ser diferente. A ministra falou do plenário do Supremo, que teve de ser reconstruído após a barbárie bolsonarista. Rachaduras nas paredes ainda estão lá para lembrar o que aconteceu.
Rosa Weber voltou a defender a separação e harmonia entre Poderes, algo impossível nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro. Foi bastante aplaudida pelos presentes, entre eles o presidente Lula e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, além de representantes do Ministério Público e da advocacia.
Foi a primeiro sessão do Supremo no ano, uma cerimônia tradicional e simbólica, que ganhou importância pela tentativa de golpe que destruiu parte do prédio do tribunal. Não foi nem de longe um evento comemorativo, como em anos anteriores; mas um reencontro tenso, triste e cercado de receios.
Houve segurança ostensiva, com inúmeros agentes, viaturas e helicópteros policiais nos arredores da Praça dos Três Poderes.

