A indicação pelo PT do deputado Rui Falcão para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara teve o objetivo de equilibrar, ao menos parcialmente, a representação das correntes internas do partido.
Há uma forte crítica interna de que correntes minoritárias foram excluídas da montagem do governo e das indicações aos postos de poder no Congresso.
Até a indicação de Falcão, que pertence à Novo Rumo, sua corrente e o grupo Articulação de Esquerda haviam sido alijadas das posições.
Os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Márcio Macedo (Secretaria-Geral da República) são da Construindo um Novo Brasil, o grupo majoritário. Já Paulo Pimenta (Secom) é da Socialismo em Construção; e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), da Resistência. O líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu, é da corrente majoritária e Fabiano Contarato, da Democracia Socialista.
Com a indicação de Rui Falcão e promessa de rodízio dos líderes na Câmara pelos próximos quatro anos, o PT espera apaziguar as disputas internas.

