Pedro Serrano é um dos nomes citados no Judiciário quando se fala em vaga no Supremo Tribunal Federal. E não é de agora. Mas a maior proximidade do jurista com a academia do que com a política, afasta seu nome das etapas finais da disputa.

Seus aliados afirmam que agora será diferente, ainda mais com três possíveis vagas num futuro próximo. Dizem que a proximidade de Serrano com Lula ajudará a encurtar distância para a política. O jurista, que já disse estar à disposição para ser ministro, fez movimentos nos últimos meses para se colocar como peça essencial não só no Judiciário.

Um deles foi as vésperas da eleição, quando ajudou a aproximar Geraldo Alckmin de parte do PT. Usou seu apartamento e o Prerrogativas para esse fim. Mas isso não lhe garante apoio de todo o grupo de advogados, que tem suas divisões internas.

Outro movimento recente foi a publicação de um artigo defendendo que Dilma Rousseff sofreu um golpe, não um impeachment. Lula tem repetido muito essa tese, não pela ex-presidente petista, mas para cutucar Michel Temer, que tentou impedir a união entre MDB e PT nas eleições.