Desenha-se uma disputa dentro do governo por conta da Transnordestina – e, se não houver qualquer acordo entre ministros, caberá a Lula resolver a rixa.
De um lado está o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que quer ser o responsável por articular novo financiamento para as obras da ferrovia. Do outro estão a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que vê seu estado prejudicado, e o ministro dos Transportes, Renan Calheiros Filho, a quem caberia tocar o projeto.
Góes propôs na terça-feira (7) à governadora que a ferrovia entre em Pernambuco, mas não vá até o porto de Suape, como parece natural. Seria desviada para Pecém, no Ceará.
A ferrovia é tocada por uma companhia privada, a CSN. A proposta de Góes é colocar o governo federal como avalista de um novo empréstimo à empresa.
Waldez Góes quer articular um empréstimo com dinheiro da Sudene, do Banco do Nordeste e do BNDES para garantir o final das obras. Conta com o apoio de seu padrinho, o senador David Alcolumbre, na empreitada.
Calheiros Filho discorda da abordagem solitária de Góes e do projeto que praticamente exclui Pernambuco da obra.

