A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta terça-feira (14) mais 139 denúncias contra suspeitos de terem participado das ações de vandalismo do dia 8 de janeiro, em Brasília. Desta vez, os alvos são pessoas que foram presas em flagrante dentro do Palácio do Planalto. A PGR recomendou que eles continuem em prisão preventiva.
Com as novas ações sobe para 835 o número de denúncias apresentadas pela PGR contra manifestantes golpistas. Desses, 645 foram apontados como incitadores das manifestações; os demais são acusados de crimes relacionados ao vandalismo cometido nas sedes dos Três Poderes.
As denúncias são encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator desses processos. Cabe a ele as receber ou não. Se ele considerar que há indícios mínimos da participação dos suspeitos, pode abrir um processo penal, tornando todos réus.
Segundo a PGR, os denunciados vez foram detidos portando materiais como facas, rojões, cartuchos de gás lacrimogênio e outros itens usados para a produção de coquetéis molotov. São acusados de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de estado e dano qualificado contra o patrimônio da União com concurso de pessoas e concurso material.
Além dos crimes pelos quais os suspeitos podem pegar vários anos de prisão, a PGR também pediu o ressarcimento dos prejuízos causados pelos golpistas. Até o momento, a recuperação dos materiais destruídos deve gerar gastos de R$ 9 milhões aos cofres públicos.
A PGR afirma que ainda há 941 suspeitos detidos em Brasília pela tentativa de golpe de estado. As denúncias contra os suspeitos têm sido apresentadas em lotes. Para gerar a nulidade das ações, estão sendo feitas diligências para identificar e individualizar as condutas.
Parte dessas diligências está sendo cumprida nas fases da Operação Lesa Pátria, que também investiga os financiadores dos atos golpistas.

