Arthur Lira criticou a movimentação do governo, que enviou Fernando Haddad (Fazenda) à OAB e ao Supremo Tribunal Federal para fechar um acordo sobre o voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Considera que Haddad ignorou que quem decide a parada é o Congresso.

O presidente da Câmara avisou as lideranças do governo que, se não quiser perder bilhões de reais em arrecadação, o governo precisa ir ao parlamento negociar – e não apenas terceirizar a interlocução por meio da OAB ou achar que estará resolvido ao se acertar com o Supremo.

Ao saber das “dicas” de Lira, o governo combinou que enviará Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal, ao Congresso no dia 28, logo depois do Carnaval.

A articulação sabe que não será suficiente. Haddad também irá e Alexandre Padilha se dedicará mais firmemente ao tema.

É importante lembrar: o voto de qualidade foi derrubado pelo Congresso em 2020, sob a liderança de Arthur Lira. Desde então, o governo perdeu alguns bilhões em arrecadação dos contenciosos tributários.