O governo não incluiu Arthur Lira no debate sobre a reoneração ou não dos combustíveis, nem na decisão do plano apresentado ontem (28) por Fernando Haddad (Fazenda). Deveria? O presidente da Câmara acha que sim.

Lira avisou a seus interlocutores no governo que não tem compromisso com a medida apresentada tal como foi editada. Menos ainda com a taxação das exportações de petróleo, que serve para compensar o aumento apenas parcial dos impostos sobre a gasolina e o etanol.

Lira lembrou que houve resistência na Câmara na legislatura passada, quando se discutiu taxar a exportação de petróleo e dificilmente o sentimento dos deputados mudou nesta legislatura.

Líderes da oposição já procuraram o presidente da Câmara para convocar Haddad a falar. O pretexto é explicar o atraso na divulgação dos novos valores cobrados no litro dos combustíveis.

Como informou o Bastidor, o ministro da Fazenda esperou uma reunião de seu secretário-executivo, Gabriel Galípolo, com a diretoria da Petrobras para anunciar os valores da reoneração dos combustíveis. Em seguida, a estatal anunciou a redução do preço da gasolina.