Embora o Palácio do Planalto tenha divulgado a demonstração de interesse de Lula em atender ao convite do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de visitar o país, uma fonte da diplomacia brasileira afirmou ao Bastidor que o presidente brasileiro foi evasivo.

Lula respondeu que iria “no melhor momento”. Auxiliares de Lula no assunto, especialmente seu assessor para assuntos internacionais, Celso Amorim, acreditam que este não é o momento.

Zelensky, segundo essa mesma fonte, queria que Lula aproveitasse sua viagem à China para parar em Kiev, onde poderia ver pessoalmente as consequências da invasão russa a seu país. Com base no que viu, poderia tratar com Xi Jinping do seu “Clube da Paz”.

Lula não irá a Ucrânia. Ele acredita que, se fizer como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e líderes da Europa, que já estiveram no país, significará que tomou uma posição frente à guerra. É o que ele não quer, em sua tentativa de protagonismo no acordo de paz.