Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu conceder liberdade provisória a 149 pessoas do sexo feminino, suspeitas de participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, em Brasília.
As libertadas seguem o mesmo perfil dos demais réus soltos até o momento: respondem por crimes mais leves, como incitação ao crime e associação criminosa. A maioria dessas suspeitas estava no grupo detido em frente ao quartel do Exército.
As ordens de soltura também levam em conta a pena máxima para esses crimes, que é de três anos de detenção. Essas penas costumam ser convertidas em multas ou prestação de serviços comunitários.
Apesar do lote de solturas, Moraes negou pedidos de liberdade a outras 61 mulheres. Essas foram presas ainda nas imediações ou dentro dos prédios depredados pelos manifestantes. As pessoas nessa situação respondem a crimes mais graves, como associação criminosa armada e golpe de estado.
Segundo o STF, dentre as mulheres detidas, 407 já conseguiram a liberdade provisória. Outras 89 devem continuar presas, enquanto correm os processos.
As mulheres que ganharam liberdade devem cumprir uma série de restrições, que incluem o uso tornozeleira e proibições de uso de redes sociais e de contato com outros réus nos processos relacionados aos atos golpistas.

