O presidente do MDB, o deputado Baleia Rossi, anda amuado com Renan Filho. Disse a interlocutores que o correligionário, responsável pelo Ministério dos Transportes, não levantou a cancela da pasta ao partido.

O grupo de Baleia é o mesmo de Michel Temer – o antigo MDB da Câmara, que sempre conviveu com o MDB do Senado, núcleo da família Calheiros. A partilha de cargos entre os grupos é um problema antigo e recorrente. Após a saída de Eduardo Cunha, alguns passaram a chamar o MDB da Câmara de MDB de São Paulo.

O MDB da Câmara quer, por exemplo, o Dnit (Departamento de Infraestrutura de Transporte), cujo orçamento este ano é de quase 19 bilhões de reais. E quem não quer?

Se depender de Renan Filho e de seu pai, porém, Baleia e seus aliados vão continuar sem espaço no ministério.

O nome-fantasia Dnit nasceu após um escândalo de corrupção em 1999, embora nos governos seguintes tenha se mantido no noticiário pelo mesmo motivo. Era o governo de Fernando Henrique Cardoso quando se descobriu o que ficou conhecida como “máfia dos precatórios”.

A troca de nome de Dner para Dnit tinha o objetivo de superar a imagem ruim que o departamento tinha à época. À frente do Ministério dos Transportes estava o emedebista Eliseu Padilha, um dos principais nomes do grupo de Baleia e Michel Temer.