A decisão de PSB, PDT e Solidariedade de formarem uma federação tem, na opinião de um deputado pedetista, dois objetivos. Um é angariar força num momento difícil: o trio saiu menor das urnas. O outro é ter tamanho para fazer frente ao comportamento hegemônico do PT.

Dirigentes dos três partidos avaliam que, embora sejam suporte para o governo no Congresso, tiveram pouco espaço na formação do ministério de Lula. Ademais, sofreram fogo amigo do PT. Um deputado analisa que isso é da natureza petista, a ponto de tentar queimar até os seus, a exemplo do que ocorre com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Juntos, PSB, PDT e Solidariedade têm 38 deputados. A união pode provar-se útil nos próximos quatro anos – seja para aumentarem o poder de barganha junto ao governo; seja nas eleições municipais do ano que vem; ou seja para superarem a cláusula de barreira em 2026 (o Solidariedade não passou).

Os presidentes dos partidos – Carlos Siqueira, Carlos Lupi (ministro da Previdência Social) e Paulo Pereira, o Paulinho da Força – avaliam que a união vai permitir a construção de uma alternativa ao PT na centro-esquerda.