A despeito da pressão para que Lula indique uma mulher preta para o Supremo Tribunal Federal na vaga de Ricardo Lewandowski, que se aposenta em maio, emissários do Palácio do Planalto consultaram o senador Davi Alcolumbre se há alguma resistência a Cristiano Zanin, advogado do presidente. A resposta foi “não”. Não há.
Alcolumbre é presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Cabe a ele marcar a sabatina do candidato ao Supremo, após a indicação formal pelo presidente da República.
A sondagem sobre o nome de Zanin foi interpretada no Senado como um indicativo de que o advogado do presidente é o primeiro na lista para a indicação para o STF. Lula terá outra vaga a preencher este ano, a da ministra Rosa Weber, que se aposenta em outubro.
Alcolumbre segurou por quatro meses a sabatina de André Mendonça, apontado por Jair Bolsonaro para a vaga de Marco Aurélio Mello. Porém, desta vez o senador indicou que não fará o mesmo com Zanin, se for o escolhido de Lula.
Mesmo enfrentando fogo amigo e inimigo no Senado e no governo, na posição em que está Alcolumbre precisa ser tratado com “carinho” por Lula. É por isso que tem dois indicados seus no Ministério. E o governo tende a manter seu prestígio alto.

