Os movimentos de ajuda a Ibaneis Rocha, governador afastado do Distrito Federal, se intensificaram nos últimos dias. Aliados tentam antecipar sua volta ao mandato antes dos 90 dias de prazo ou que ele volte sem riscos à função. Existe o medo de sua substituição ser definitiva.
Ibaneis está afastado do cargo desde 9 de janeiro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por suspeita de negligência na segurança, que proporcionou a barbárie de 8 de janeiro.
Nos últimos dias, além do presidente do partido, o deputado Baleia Rossi, Ibaneis procurou Michel Temer, por sua relação com Moraes, e José Sarney, por sua interlocução com ministros do STF.
Sua maior preocupação é com a desenvoltura de sua vice, a governadora em exercício Celina Leão. Mesmo sem alterar cargos e funções – com exceção da Secretaria de Segurança Pública, que passou por uma intervenção – ela deu sua cara ao governo do Distrito Federal.
Celina se aproximou do PT e melhorou a interlocução com os deputados distritais, mesmo como os que faziam oposição a Ibaneis. O temor de Ibaneis é voltar sob ameaça de impeachment.
Há, na Câmara Distrital, uma CPI que apura os ataques de 8 de janeiro. A comissão é um dos espaços por onde poderia se iniciar qualquer movimentação política contra a sua permanência. Mas não só. Fora do cargo, ele fica expostos a outras a investigações.
Atualização às 16h30:
O ministro Alexandre de Moraes revogou o afastamento de Ibaneis Rocha do cargo de governador do Distrito Federal.

