O filho zero três de Jair Bolsonaro, deputado Eduardo Bolsonaro, terceirizou ao colega Alberto Fraga a cara da resistência ao decreto de Lula que impôs maior controle sobre o acesso a armas e munições.
Foi o ex-presidente que sugeriu ao filho deixar a tarefa com Fraga. Ele é mais experiente e não carrega a eventual resistência de alguns parlamentares aos Bolsonaro, por isso é considerado capaz de arregimentar aliados para a missão.
Eduardo Bolsonaro tentava algum protagonismo na defesa do relaxamento no controle do acesso a armas e munições promovido no governo do pai.
Alberto Fraga chegou a se afastar de Jair Bolsonaro, alegando não concordar com a insensibilidade dele em relação a vidas ceifadas pela pandemia —ele perdera a mulher para a covid-19—, mas se reaproximou no ano passado.
Eleito pelo PL, o deputado agora disputa o comando da Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como bancada da bala.
O grupo tenta se articular na Câmara para derrubar o decreto de Lula e, adiante, por meio de lei, ampliar o acesso a armas para além do que conseguiu Bolsonaro na presidência.
Há, porém, duas dificuldades: Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Integrantes da bancada da bala acham que Lira pode impor dificuldade a um eventual relaxamento sobre o controle de armas por causa de sua proximidade com o governo e de seu foco nas pautas econômicas.
Já Rodrigo Pacheco é considerado anti-armamentista; portanto, sua tendência é engavetar qualquer projeto assim vindo da Câmara. Daí, a sugestão de Bolsonaro pelo deputado experiente, que possa promover algum avanço.

