O insucesso da tentativa de formar uma federação entre União Brasil e PP, apesar dos esforços de Antonio Rueda, Arthur Lira e Ciro Nogueira, tem motivo: as disputas regionais, que se demostraram insuperáveis.
O Bastidor informou que inicialmente ficou combinado que o mais forte cacique regional comandaria a federação nos estados. Onde houvesse mais de uma grande liderança, se verificaria caso a caso depois. Não funcionou assim.
Além do Rio de Janeiro, já apontado como um dos estados onde havia resistência à união formal, Pernambuco também não funcionou. Eduardo da Fonte, do PP, e Luciano Bivar, do União Brasil não se bicavam. E a federação acirrou as diferenças.
Mesmo na Bahia, onde o União Brasil é mais forte, caciques regionais do PP não gostaram da ideia de se submeter a ACM Neto e Elmar Nascimento.
A saída será a formação de um bloco no Congresso. Deste modo, ninguém coloca mão na botija de ninguém.
O problema do bloco é que Ciro Nogueira, que tinha a expectativa de entrar no governo Lula por meio do União Brasil, terá de ficar de fora – por enquanto.

