Lula disse a aliados que espera que Arthur Lira e Rodrigo Pacheco se entendam sobre o rito das medidas provisórias antes da viagem à China, programada para o dia 26. “Medo do sobrepeso a bordo”, brinca um auxiliar.
O maior receio do presidente, como informou o Bastidor, é menos pelo climão num voo de mais de 40 horas e mais porque, se o Congresso não conseguir apreciar as MPs editadas em janeiro, pode provocar um cenário de caos, como definiu um membro da articulação governista.
Antes da pandemia, as medidas provisórias começavam a tramitar em comissões mistas, formadas por deputados e senadores. A partir de 2020, durante a pandemia, a análise das MPs passou a ocorrer diretamente nos plenários da Câmara e do Senado.
Desde então, Arthur Lira tem um poder que não tinha, de conduzir as discussões, exclusão e inclusão de emendas das medidas provisórias. E o presidente da Câmara não quer abrir mão de tamanho controle.
Rodrigo Pacheco quer o retorno ao procedimento anterior à covid-19, que está na Constituição. Lira, no entanto, sustenta agora que o rito tem de mudar, nem que seja preciso alterar a lei.

