O presidente Lula decidiu prorrogar até 3 de maio o prazo para recadastramento de armas compradas no período em que esteve em vigor o decreto de Jair Bolsonaro, que facilitava a compra por colecionadores, atiradores e caçadores (CACs).
Em 1º de janeiro, um decreto de Lula suspendeu todos os registros de armas liberadas pela medida de Bolsonaro. Opositores têm tentado derrubar o ato, seja no Congresso, seja na Justiça.
Em fevereiro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de todas as ações que corriam na Justiça contra o decreto de Lula. O plenário referendou a decisão. A única divergência foi do ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro para a corte.
Antes, o STF já havia suspendido trechos da iniciativa de Bolsonaro, por considerar que elas feriam o Estatuto do Desarmamento.
Com a prorrogação, Lula também tem mais tempo para formular um projeto de lei que regulamente as armas vendidas no período de Bolsonaro.

