Embora tenha frustrado parte dos apoiadores, a decisão do governo do Distrito Federal de limitar o acesso ao Aeroporto de Brasília e impedir a saída de Jair Bolsonaro pela porta da frente ao chegar nesta quinta-feira não diminuiu o ímpeto de seus eleitores. Além da comemoração pela chegada do líder, eles preparam uma manifestação para o dia 2 de abril.
A pauta oficial desse protesto é a exigência de uma CPMI para investigar os atos golpistas de 8 de janeiro. O governo de Lula, embora tenha sido atacado diretamente, tem insistido contra a instalação do colegiado no Congresso. Na visão do governo, a CPI daria palco aos bolsonaristas e atrapalharia o andamento da pauta econômica.
Para os golpistas radicais, que ainda circulam em grupos de mensagens na internet, a postura do governo alimenta a tese sem provas de que esquerdistas infiltrados depredaram os prédios públicos para culpar bolsonaristas. Passados quase quatro meses, a maluquice resiste.
Na terça-feira (28), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, esteve no Congresso para responder a questionamentos de parlamentares sobre os atos de 8 de janeiro. Foi bombardeado com perguntas da oposição sobre as investigações.

