Parlamentares do PSOL não escondem que não gostaram do que foi divulgado pelo governo sobre o novo arcabouço fiscal, que vai substituir o teto de gastos quando aprovado no Congresso.

Deputados do partido criticam abertamente o texto ao classificá-lo como uma “imposição do mercado”.

Embora faça parte da base aliada de Lula, o PSOL promete elevar o tom até a proposta do Ministério da Economia chegar ao plenário da Câmara.

A bancada ainda discute a posição oficial que vai adotar sobre o texto. Guilherme Boulos, por exemplo, espera a discussão interna do partido.

A cautela do deputado é explicada pelo desejo de ter o apoio de Lula e do PT na eleição para prefeito de São Paulo no ano que vem. Como informou o Bastidor, o presidente quer manter o acordo feito no ano passado, pelo qual o PT paulistano não teria candidato e apoiaria Boulos. Está difícil honrar a promessa.