A Procuradoria-Geral da República encaminhou na terça-feira (4) mais 203 denúncias contra pessoas suspeitas de participação nos ataques golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. Foi o último lote de processos contra suspeitos de participação na barbárie.
A PGR apresentou 1.390 denúncias no total. Dessas, 239 pertencem ao núcleo de executores dos atos de vandalismo, 1.150 no núcleo de incitadores e uma pessoa que responde por omissão de agentes públicos nos ataques.
O grupo de executores reúne as pessoas que foram detidas dentro dos prédios públicos depredados. O núcleo dos incitadores é relacionado aos detidos em frente ao quartel-general do Exército. O acusado por omissão é o policial legislativo Alexandre Hilgenberg, que atua no Senado.
Outros servidores públicos, como o governador Ibaneis Rocha, o ex-secretário Anderson Torres e o comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, ainda são investigados.
Segundo a PGR, essas denúncias foram apresentadas com prioridade, pois boa parte dos acusados está ou esteve presa. Nessas circunstâncias, a procuradoria precisa cumprir prazos para evitar a anulação dos processos.
Isso não significa que as investigações pararam, nem que outras denúncias venham a ser apresentadas. A partir de agora, o foco da força-tarefa da PGR será a identificação dos financiadores dos atos golpistas.

