Em poucos dias, Lula articulou dois grandes aliados para endossar suas críticas ao Banco Central por conta da alta dos juros: Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e o economista André Lara Resende, um dos pais do Plano Real.
Pacheco, como adiantou o Bastidor, prometeu pressionar Roberto Campos Neto, convidando-o a um debate onde possa se explicar aos senadores. Apesar disso, na mesma conversa com Lula, afirmou que não há clima para tirá-lo do comando do BC.
Rodrigo Pacheco marcou o debate para o dia 27, incluindo no escrutínio os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Desenvolvimento). Lula chegou a afirmar que participaria. Mas ninguém levou a sério.
André Lara Resende deverá ser mais incisivo. A ideia é que ele promova rodas de discussões com agentes da política e da economia, incluindo parlamentares, lobistas e operadores do mercado, para convencê-los a se juntar à luta contra os juros altos.

