A entrega do novo marco fiscal ao Congresso pode ficar para a volta da comitiva brasileira da viagem à China, prevista para domingo (15). Estará na viagem o ministro Fernando Haddad (Fazenda). A equipe econômica, porém, tem pressa e insiste para que a tramitação se inicie ainda esta semana.
Caso se confirme o adiamento, é mais um atraso para o início da tramitação do principal projeto da área econômica do governo neste primeiro ano. Sem o arcabouço, avaliam os governistas, não será possível avançar a reforma tributária, outro grande projeto pretendido para este ano.
O Bastidor informou na última semana que, se nada mudasse, a ministra Simone Tebet (Desenvolvimento), que ajudou na elaboração do projeto, seria a principal estrela do governo na entrega do projeto. Mas ela anda na geladeira, então Lula decidiu que é melhor esperar seu retorno.
O presidente disse a seu auxiliares não achar prudente entregar sem que seu ministro da Fazenda esteja no país, embora além de Tebet o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também estivesse encarregado de tocar as primeiras articulações.
A proposta de Haddad tem sofrido resistência do PT —aqui e aqui também— enquanto Simone Tebet tem sido preterida pelo próprio presidente, que sofre pressão para não dar protagonismo a ministros de outros partidos.

